Quando vi os trabalhos de Vik Muniz pela primeira vez, eu estava diante de uma tela de computador. Conheci suas obras ali, mas sem grande envolvimento. Um artista que traz do lixo uma arte eu também poderia encontrar nas feiras praianas da minha cidade natal, através de colares artesanais ou até pequenas esculturas de peixe ou gente feita de arame. Mas foi apenas ao ver, pela primeira vez, uma exposição sua, em visita à Universidade de Fortaleza, que percebi o diferencial de Vik Muniz para todos nós, meros mortais ocupados demais com algo que não nos deixa sonhar. Estava ali o sentimento que os criativos deveriam manter.